sexta-feira, 9 de abril de 2010


Ministra do Ambiente nega que barragens sirvam para
“diminuir o défice"




Se as novas barragens não receberem pareceres ambientais positivos, poderá ser necessário devolver dinheiro, diz Dulce Pássaro.



Em resposta ao PSD, Dulce Pássaro nega que os investimentos previstos para as barragens tenham servido “única e exclusivamente, de uma forma difusa, para diminuir o défice”. A ministra do Ambiente afirma que o processo de construção de dez novas barragens só avança com declarações de impacto ambiental positivas, caso contrário poderá ser necessário “devolver dinheiro” às empresas com as quais foram celebrados protocolos.

“Não se podem fazer investimentos com declarações de impacto ambiental negativas. Está claro desde o início que, de acordo com a legislação comunitária e nacional, os projectos que são obrigados a avaliação de impacto ambiental só podem avançar se tiverem declarações de impacto ambiental favoráveis”, frisa a ministra do Ambiente.



Quanto a possíveis expropriações por causa da construção das barragens, uma preocupação levantada pelo PCP, a ministra do Ambiente garantiu que, com declarações de interesse público, não haverá qualquer expropriação e recordou que todo o processo está dependente das declarações de impacto ambiental.



in Renascença - 6 de Abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010


Manifesto contra energias renováveis entregue ao Governo
(07/04/2010)

Um grupo de personalidades – algumas delas defensoras do nuclear – apresentou, hoje, quarta-feira, um manifesto que visa uma nova política energética em Portugal, menos assente nas energias renováveis.

Mira Amaral, um dos 33 signatários do manifesto, já pediu uma audiência à Presidência da República, para apresentar formalmente o documento, entregue esta quarta-feira ao secretário de Estado da Energia, Carlos Zorrinho.

Mira Amaral garantiu que "foi uma conversa muito coloquial, em que chamámos a atenção de que isto não tem nada de oposição ao Governo". No entanto, recorde-se que, ontem, o responsável pela pasta da energia garantiu que o Governo não entrará "na aventura de adquirir uma central nuclear chave na mão", frisando: "Não voltaremos atrás, há dependência energética total de combustíveis importados".

Nas linhas gerais do manifesto está uma crítica à aposta nas energias renováveis, especialmente por causa do sobrecusto que implicam ao terem uma tarifa subsidiada, assim como a pressão que essa tarifa exerce nos custos dos consumidores particulares e das empresas.

Mira Amaral, ex-ministro da Indústria num governo PSD e especialista em energia, garantiu ainda que as energias limpas não têm contribuído para a redução do endividamento externo, nem para uma menor dependência dos combustíveis fósseis.
O documento, apresentado na Associação Comercial de Lisboa, mostra que, em 2008, no conjunto, energia eólica, geotérmica e fotovoltaica, “representou apenas 2,11% do consumo total de energia primária em Portugal, tendo-se mantido a dependência energética em redor de 83% ao longo dos últimos dez anos”.

O documento relembra, também, que o défice tarifário português na electricidade ultrapassa, em termos acumulados, os 2 mil milhões de euros.
in:JN

Mira Amaral e Clemente Nunes

quarta-feira, 7 de abril de 2010




José Sócrates inaugurou InovCity em Évora

Quase dois anos e meio depois do seu lançamento, o projeto de rede elétrica inteligente da EDP InovGrid arrancou hoje em Évora, cidade "piloto" escolhida para a instalação de 31 mil contadores inteligentes que permitem mais comunicação cliente-empresa, garantindo não só a telecontagem dos consumos de energia em tempo real, mas também a mudança de tarifa à distância por solicitação do cliente e uma gestão mais eficiente dos consumos individuais de eletricidade e, ainda a contagem da energia produzida por aparelhos de microgeração injetada na rede.

Inovações na rede e na mobilidade elétrica que, conjugadas, levaram a EDP e a autarquia local a "baptizar" Évora como a primeira InovCity portuguesa, experiência que mais tarde a elétrica pensa alargar a outras cidades do país.

Sobre este projecto da EDP, o presidente da empresa, António Mexia, considera que a escolha de Évora, como cidade piloto, vai representar " uma verdadeira revolução no modo como as pessoas têm acesso à energia". (...)


domingo, 28 de março de 2010



Manifestação contra as barragens no Tâmega em Mondim de Basto

Hoje realizou-se em Mondim de Basto mais uma manifestação contra as futuras barragens a serem construídas no rio Tâmega, na ponte de Mondim pelas 16:00h.
Num convite feito à população o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Gomes, apela á presença de todos "por forma a demonstrar a sua solidariedade junto das pessoas directa ou indirectamente afectadas o seu protesto de rejeição dos termos em que se pretende impor as barragens no rio Tâmega, à revelia dos direitos das populações."



quinta-feira, 18 de março de 2010


Energia: Portugal não precisa do nuclear porque já tem
uma "aposta verde"


Carlos Zorrinho, secretário de Estado da Energia, garante que com o investimento nas energias renováveis Portugal não precisa do nuclear porque já tem uma "aposta verde".

"A aposta nas energias renováveis (eólica, hídrica e solar) é equivalente à aposta numa central nuclear", defendeu Carlos Zorrinho durante a apresentação da Estratégia Nacional para Energia até 2020.
Para o secretário de Estado da Energia, a nova estratégia de energia e as políticas energéticas são assim "fundamentais" para a recuperação económica e combate ao desemprego. "Esta nova estratégia não é um plano teórico, é um roadmap para a ação baseado em boas práticas e com o contributo de investidores e das empresas", frisou.


Redução da dependência energética


Segundo Carlos Zorrinho, o Governo espera que até 2020 Portugal reduza a dependência energética para 74%, cumpra as metas de emissões de CO2 e reduza em 25% o saldo importador energético, que representa uma redução de importações de aproximadamente 2 mil milhões de euros.

A área das renováveis, segundo Carlos Zorrinho, poderá assim em 2020 representar 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), quando atualmente é de 0,8%.

A estratégia apresentada hoje indica que o sector das renováveis e da eficiência energética (incluindo a aposta na rede dos carros elétricos) deverá ser capaz de criar, em 10 anos, novos 121 mil postos de trabalho. Os cinco eixos fundamentais do plano hoje apresentado são "criar uma agenda para a competitividade", "apostar nas energias renováveis", "eficiência energética", "garantir o abastecimento" energético e "sustentabilidade".

Até 2020, o Governo quer assegurar 8.600 megawatts (MW) de potência hídrica e relançar o plano de mini hídricas, enquanto no solar o objetivo é ter 1.500 MW de potência instalada, considerando que "este é um patamar mínimo". "Se tivermos em conta que há uma aproximação aos preços médios previstos (para a instalação de cada MW desta tecnologia) podemos ir além dos 1.500 MW", disse Carlos Zorrinho.
(...)

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Fonte: http://aeiou.expresso.pt/energia-portugal-nao-precisa-do-nuclear-porque-ja-tem-uma-aposta-verde=f571233

Resultados dos inquéritos realizados na







A partir da análise dos inquéritos podemos concluir que a maioria dos alunos gostou da forma como a nossa exposição estava organizada.

A zona da exposição que mais gostaram foi a nossa maquete sobre energias renováveis e energias não renováveis.

Podemos também observar que 96% dos alunos inquiridos achou que fomos claros nas nossas explicações, que aprenderam mais sobre o tema e consideram que deveriam ser feitas mais iniciativas como a nossa, na escola.

Assim, o balanço desta exposição é muito positivo!

sábado, 13 de março de 2010



OITAVA ACTIVIDADE
Manifestação de defesa do rio Tâmega e contra a Barragem de Fridão
(13-03-10)

Centenas de pessoas protestaram, neste Sábado em Amarante, contra a construção de seis novas barragens sem ter em conta os prejuízos ambientais.
Ao som de tambores e em torno de alguns mascarados representando animais com existência ameaçada, juntaram-se cerca de 300 pessoas junto à Ponte de Amarante em protesto contra a construção de mais barragens em rios naturais e o Grupo Dependência Energética esteve lá.

 Entre outras foram referidas as presenças do GAIA, Movimento Cívico pela Linha do Tua, Quercus, Campo Aberto, GEOTA, SOS Paiva, Salvar o Tua. O Bloco de Esquerda (deputados João Semedo e Rita Calvário, dirigentes e militantes do distrito do Porto, Vila Real e Bragança) e Os Verdes fizeram-se também representar. A presença de alguns autarcas fez-se também notar, como foi o caso dos presidentes de Junta de São Gonçalo e de Cepelos.

Ricardo Marques da Quercus tomou a palavra para desmistificar a importância da barragem do Fridão, lembrando que a pequena percentagem com que iria contribuir para a produção energética não podia justificar os danos ambientais previsíveis. Para além de impedir a oxigenação das águas superficiais, de prejudicar a vida de peixes e de roubar vários hectares à Reserva Agrícola e a zonas protegidas, iria causar impacte negativo na própria existência do lobo que se pretende salvaguardar.

Apelou a que mais cidadãos subscrevam a petição Por Amarante, Sem Barragens.

De seguida falou Emanuel Queirós do Movimento Cidadania e Desenvolvimento do Tâmega que afirmou que «ali se estava a ouvir a voz do Tâmega», das populações desconsideradas pelo poder central que pretende vender um dos seus principais recursos naturais, o rio, fragmentando-o com 6 albufeiras. Considerou ainda que este programa é «mercenário» e «contra-natural» indo sacrificar aos interesses das empresas produtoras de energia o futuro da zona. Apontou como saída possível um aposta no desenvolvimento sustentável.

Entretanto, no rio, parados sob a ponte, vários canoístas juntaram-se ao protesto.
(Texto de Paula Sequeiros para o esquerda.net- Editado)


FOTOS DA ACTIVIDADE:






























terça-feira, 2 de março de 2010


Manifestação de defesa do rio Tâmega e contra a Barragem de Fridão


Enquadramento: Depois de fechada a consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do Aproveitamento Hidroeléctrico de Fridão (AHF) e perante a ameaça de várias barragens na sub-bacia do Tâmega e das outras incluídas no Plano Nacional de Barragens,vai-se realizar uma acção popular que demonstre a oposição a este plano e sensibilize a população. Vários movimentos e organizações políticas, sociais, ambientalistas e de cidadãos juntar-se-ão também a esta manifestação.

Central de informação para a manifestação: http://salvarotamega.wordpress.com/
Data: Sábado, 13 de Março de 2010
Objectivos:
- sensibilizar a população para a problemática das barragens (essencialmente através da comunicação social)
- enviar uma mensagem clara, de oposição, ao Governo, EDP, Iberdrola e outras entidades co-responsáveis.

segunda-feira, 1 de março de 2010

1 de Março

Hoje foi o último dia da nossa exposição.
Consideramos que, tal como nos outros dias, tudo correu dentro do planeado. Mais uma vez as turmas mostraram ter gostado bastante da  ExpoEnergia.
O balanço que fazemos desta nossa actividade é positivo porque para além de alertarmos a comunidade escolar para o problema da dependência energética portuguesa, despertamos os alunos a serem mais eficientes no uso da sua energia pois um dia "poderá ser tarde demais". Foi uma actividade que nos deu muito trabalho mas valeu a pena!!
Aproveitamos para agradecer aos nossos colegas do Projecto TWIST, que nos ajudaram durante estes três dias da exposição e claro, também pela participação na nossa exposição, pois foi uma mais valia para a mesma.
Agradecemos também aos professores que disponiblizaram as suas aulas para se dirigirem à nossa exposição e aos funcionários da escola pelo auxílio na montagem da mesma.

FOTOS DO ÚLTIMO DIA DA ExpoENERGIA:






sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


Dia 27 de Fevereiro

Hoje foi o segundo dia da nossa exposição. Confessamos que estavamos um pouco nervosos, sobretudo pela manhã. A palestra começou por volta das 10h10min e terminou às 11h40 e foi dirigida aos alunos do12ºA; 12ºB; 12ºC; 12ºD e10ºF.
Agradecemos desde já a presença de todos os palestrantes:
-Arquitecto Hugo Silva, do Movimento "Por Amarante Sem Barragens";
-Professor António Aires, do Movimento "Por Amarante Sem Barragens";  
- Eng.º António Baptista Gomes, Director de Área da EDP Produção;
-Engª Ana Paula Moreira - EDP Produção;
não só pelos elogios ao nosso projecto dirigidos mas também por terem concretizado o objectivo desta palestra, ou seja, informar e esclarecer as nossas, e dos alunos presentes, dúvidas sobre um assunto actual e que nos diz respeito directamente - a Barragem de Fridão, nomeadamente prós e contras desta construção.

FOTOS DA PALESTRA: