quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010


Greenpeace: energias renováveis são o paraíso dos investidores

O investimento em massa em energias renováveis pode dar origem a uma indústria com um facturamento anual de 360 bilhões de dólares, indica um estudo apresentado pela organização ambientalista Greenpeace no dia 27 de Outubro de 2008 , em Berlim.




Esta indústria de energias renováveis forneceria metade da eletricidade mundial e permitiria economizar no futuro 18 trilhões de dólares em gastos de petróleo, além de proteger o clima, de acordo com este relatório que esboça um plano de acção para reduzir as emissões de CO2.

O investimento na proteção do clima é economicamente rentável, afirmou a Greenpeace, reforçando os seus argumentos num momento em que a crise financeira levanta vozes contra os planos de combate ao aquecimento global.



"O mercado mundial de energias renováveis pode aumentar de tal forma que antes de 2050 já teria o tamanho da indústria fóssil de hoje", afirmou Oliver Schaefer, um diretor do Conselho Europeu das Energias Renováveis (EREC), co-autor do projeto junto com o Greenpeace Internacional.
"Actualmente, o mercado de energias renováveis tem um valor de 70 bilhões de dólares e duplica o seu tamanho a cada três anos", acrescentou.
"Por causa da economia de escala, as energias renováveis, como a eólica, já estão em condições de competir com as energias convencionais", acrescentou Schaefer, que garante: não existem barreiras técnicas para este desenvolvimento, mas sim barreiras políticas.


Sven Teske, especialista em energia do Greenpeace e co-autor do relatório, explicou que um investimento mundial de nove trilhões de dólares em energias renováveis criaria um sistema altamente lucrativo e faria despencar as emissões de gases causadores do efeito estufa.
 "Essa crise financeira vai passar, mas a crise climática não vai", destacou, na entrevista coletiva na qual apresentou o estudo "(R)Evolução Energética: uma Perspectiva da Energia num Mundo Sustentável".

Com investimentos dessa ordem, os custos com combustível no futuro também devem cair significativamente - cerca de 18 trilhões de dólares -, as emissões de gases causadores do efeito estufa diminuiriam até 2015 e a média de emissões de CO2 por terráqueo despencaria das atuais quatro toneladas para apenas uma até 2050, segundo o estudo.

"Sobretudo no contexto da actual de instabilidade económica, investir em tecnologia de geração de energias renováveis é um cenário onde todos ganham: ganhamos em segurança energética, ganhamos na economia e ganhamos no clima", estima o relatório, ressaltando que as únicas barreiras que ainda restam para que comece este processo são de natureza política.
Além disso, o Greenpeace acredita que tudo isso pode ser alcançado ao mesmo tempo em que garantirá que China, Índia e outras nações em desenvolvimento tenham acesso a toda a energia de que precisam para se expandir.
"Países como China e Índia estão em uma boa posição para aproveitar a oportunidade trazida pelos enormes investimentos que serão feitos para a revolução energética", indica o director do programa do Greenpeace Internacional.

domingo, 31 de janeiro de 2010



Abrantes apelidada de capital da Energia







Veja aqui o vídeo:








Fonte : http://aeiou.expresso.pt

sábado, 30 de janeiro de 2010


Barragem da Foz do Tua e Fridão discutidas na Assembleia da República

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


"Cidade ecológica"
Porque não seguir o exemplo?






fonte: http://videos.sapo.pt/

De onde vem a nossa luz?

Esta é a questão que muitas vezes, muitos Portugueses fazem a si mesmo. O jornal "Público" disponibilizou no seu site, uma infografia sobre electricidade que permite esclarecer os mais interessados.

Veja aqui...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

                                

                         NOTÍCIA:

Cidadãos contestaram barragem do Fridão
O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega, que luta contra a construção da barragem de Fridão, em Amarante, foi recebido pelo Presidente da República, anunciou este sábado a organização, noticia a agência Lusa.





Cavaco Silva visitou a 3 de Dezembro o Município do Marco de Canaveses, onde vai inaugurar um parque fluvial no rio Tâmega e as piscinas municipais de Alpendorada e Matos.
Foi após a sessão de boas-vindas, na qual o Presidente da República recebeu a Medalha de Honra e o título de cidadão honorário do Município, que uma delegação do movimento contestatário das barragens no rio Tâmega entregou a Cavaco Silva um exemplar do Manifesto Anti-barragem «Salvar o Tâmega e a vida no Olo».




Amarante em risco de desastre ambiental

O líder do movimento, Emanuel Queirós, disse que o lançamento do manifesto anti-barragem serve «para mobilizar a população para a fase da discussão pública» sobre o projecto da barragem, que deverá ocorrer no segundo semestre de 2009, quando for apreciado o estudo de impacte ambiental, em elaboração. Além do manifesto, o movimento anti-barragem lançou uma petição na internet, que recolheu mais de 1.100 assinaturas em menos de duas semanas.

O manifesto é subscrito por cidadãos dos quatro concelhos afectados pela construção do empreendimento - Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Amarante. «As Barragens do Tâmega vêm fazer a artificialização do rio, provocam a implosão do vale, a destruição dos ecossistemas, ou seja, a interrupção da vida natural tal como nós a conhecemos», considera o movimento de cidadãos.




Insurgindo-se contra «a falta de voz de determinação e reivindicação» dos órgãos da região, o movimento quer fazer ouvir a sua voz junto dos órgãos de estado.
«Não queremos a barragem de Fridão nem aceitamos o transvase das águas do Olo para a ribeira da barragem de Gouvães e exortamos os órgãos de soberania do Estado português a respeitar a cidadania e a vida tal como nós a conhecemos», salienta Emanuel Queirós.




Barragens do Alto Tâmega vão afectar Fisgas de Ermelo

Para o líder do movimento anti-barragem, é importante dizer às populações da bacia do Tâmega «que nada está decidido e que o processo de construção da barragem pode ser revertido».
O contrato da concessão da barragem de Fridão, no rio Tâmega, a celebrar entre o Estado e a EDP vai ser assinado em Dezembro, assegurou no início de Novembro, o presidente do Instituto da Água (INAG).

fonte: http://www.tvi24.iol.pt/ambiente/tamega-fridao-barragem-presidencia-da-republica-ambiente-portugal-diario/1018737-4070.html (alterado)

domingo, 24 de janeiro de 2010


Caso: Barragem Fridão

Uma previsão...



Do cartoonista António Santos

Consequências do uso do carvão:  

Quando o carvão mineral é queimado para ser transformado em energia, a libertação de dióxido de carbono causa poluição na atmosfera, agravando o aquecimento global. Na década de 1950, a poluição atmosférica devido ao uso do carvão causou elevado número de mortes e deixou milhares de doentes em Londres, durante "o grande nevoeiro de 1952". Liberta poluentes como dióxido de carbono e óxidos de nitrogênio; contribui também para a chuva ácida.



                       
                             

O que é o carvão mineral?

O carvão mineral, que possui cor preta, é um combustível de origem fóssil (formado a partir da fossilização de materiais orgânicos, principalmente madeira). Encontra-se em jazidas localizadas no subsolo terrestre e extraído pelo sistema de mineração, composto por: carbono (grande parte), oxigênio, hidrogênio, enxofre e cinzas. Dos diversos combustíveis produzidos e conservados pela natureza sob a forma fossilizada, acredita-se ser o carvão mineral o mais abundante





Começou a ser utilizado em larga escala, como fonte de energia, na época da Revolução Industrial (século XVIII). Nesta época era usado para gerar energia para as máquinas e locomotivas. Até hoje é usado como fonte de energia.

A queima do carvão mineral para gerar energia lança no ar partículas sólidas e gases poluentes. Estes gases atuam no processo do efeito estufa e do aquecimento global. Portanto, o carvão mineral não é uma fonte de energia limpa e deveria ser evitada pelo ser humano. Porém, em função de questões econômicas (em algumas regiões do mundo é uma fonte barata), ainda é muito utilizado para gerar energia eletrica em usinas termo-elétricas.





As maiores reservas de carvão mineral no Brasil situam-se nos seguintes estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
   
    Exploração do gás natural:

A exploração é a etapa inicial dentro da cadeia de gás natural, consistindo em duas fases. A primeira fase é a pesquisa onde, através de testes sísmicos, verifica-se a existência em bacias sedimentares de rochas reservatórias (estruturas propícias ao acúmulo de petróleo e gás natural). Caso o resultado das pesquisas seja positivo, inicia-se a segunda fase, e é perfurado um poço pioneiro e poços de delimitação para comprovação da existência gás natural ou petróleo em nível comercial e mapeamento do reservatório, que será encaminhado para a produção.




Os reservatórios de gás natural são constituídos de rochas porosas capazes de reter petróleo e gás. Em função do teor de petróleo bruto e de gás livre, classifica-se o gás, quanto ao seu estado de origem, em gás associado e gás não-associado.




Gás associado: é aquele que, no reservatório, está dissolvido no óleo ou sob a forma de capa de gás. Neste caso, a produção de gás é determinada basicamente pela produção de óleo. Boa parte do gás é utilizada pelo próprio sistema de produção, podendo ser usada em processos conhecidos como reinjeção e gás lift, com a finalidade de aumentar a recuperação de petróleo do reservatório, ou mesmo consumida para geração de energia para a própria unidade de produção, que normalmente fica em locais isolados. Ex: Campo de Urucu no Estado do Amazonas

Gás não-associado: é aquele que, no reservatório, está livre ou em presença de quantidades muito pequenas de óleo. Nesse caso só se justifica comercialmente produzir o gás. Ex: Campo de San Alberto na Bolivia.
                            

O que é o gás natural?

O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves encontrada no subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70 % em volume. A composição do gás natural pode variar bastante dependendo de fatores relativos ao campo em que o gás é produzido, processo de produção, condicionamento, processamento, e transporte.



O gás natural é encontrado no subsolo, por acumulações em rochas porosas, isoladas do exterior por rochas impermeáveis, associadas ou não a depósitos petrolíferos. É o resultado da degradação da matéria orgânica de forma anaeróbica oriunda de quantidades extraordinárias de microorganismos que, em eras pré-históricas, se acumulavam nas águas litorâneas dos mares da época. Essa matéria orgânica foi soterrada a grandes profundidades e, por isto, sua degradação se deu fora do contato com o ar, a grandes temperaturas e sob fortes pressões.

                        

ENERGIA DO HIDROGÉNIO

O que é o hidrogénio?

O hidrogénio (H) é o elemento mais abundante do universo, o mais leve e o que contem o maior valor energético, cerca de 121 KJ/g. Através deste é possível produzir electricidade e retornar o vapor de água, eliminando gases que provocam o efeito de estufa. É possível, através dos motores de combustão que funcionam com a utilização deste elemento, criar viaturas de "emissão zero" (que não emitem gases tóxicos para a atmosfera).




O maior problema é o facto do hidrogénio não se encontrar isoladamente na Natureza, apenas se encontrar combinado com outros elementos. Este é o principal motivo que leva a que a exploração deste tipo de energia seja um pouco mais complicado. Também se torna complicado o uso deste elemento devido ao seu ponto de condensação muito baixo (-250ºC).


Actualmente este tipo de energia e os seus meios de armazenamento e aproveitamento encontram-se em desenvolvimento.