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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010


A dependência energética no exterior

A dependência energética europeia tende a aumentar...

A Rússia enfrenta graves problemas de infra-estrutura e défices de democracia, mas é uma potência energética mundial. Sobretudo os consumidores alemães e europeus começam a sentir o perigo que representa a dependência estrutural do petróleo e do gás russos. A Alemanha, que extrai em seu próprio território apenas 3% do petróleo e 16% do gás que consome, importa cerca de 35% desses produtos da Rússia. Já a União Europeia importa 82% do petróleo e 57% do gás que consume. A maioria dos países-membros da UE têm apenas um país fornecedor de gás: a Rússia. E a dependência energética europeia tende a aumentar, prevêem especialistas.


Potência Energética...

Moscovo controla 6% das reservas mundiais de petróleo, 34% das de gás e 18% das de carvão mineral. As recentes interrupções no fornecimento do gás e petróleo que chegam à Alemanha e à UE através da Ucrânia e Belarus foram interpretadas como demonstração do novo poder da Rússia, que há tempo perdeu o seu status de potência política e militar mundial.
Para tranquilizar os europeus, o governo russo anunciou planos para aumentar o transporte de petróleo através do Mar Báltico. "Vemos estes planos com muita preocupação", disse o chefe do escritório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) na região, Jochen Lamp.

Via marítima saturada...
Ele disse que anualmente cerca de 750 navios-tanque cruzam o Mar Báltico, saindo do porto russo de Primorsk e passando pela chamada Kadetrinne – uma espécie de gargalo próximo à costa de Rostock, no Leste alemão. E este número deve aumentar para 1200 ao ano. "Esta via marítima está saturada, o que já provocou vários acidentes no passado", alerta Lamp.
Segundo o WWF, desde 1995, o volume de petróleo transportado pelo Mar Báltico setuplicou, atingindo 150 milhões de toneladas anuais. Até 2010, este volume deve aumentar para 150 milhões de toneladas/ano, prevê a organização ambientalista.



Desconfiança em relação a Moscovo...

Apesar das promessas russas de garantir o fornecimento de energia, iniciado há mais 40 anos, muitos europeus desconfiam da seriedade política de Moscovo. Segundo o ministro alemão da Economia, Michael Glos, as interrupções recentes são a prova de que "temos de encontrar alternativas para a energia importada de Leste". Por enquanto, os países industrializados não têm como escapar dessa perigosa dependência. Bruxelas tem alguns planos de longo prazo. Até 2020, a União Europeia quer reduzir em 13% seu consumo de energia, o que representaria uma economia de 100 bilhões de euros.
Com uma nova estratégia de compra, a UE quer reduzir os preços da energia importada. Até agora, cada país europeu faz sua própria encomenda. No futuro, Bruxelas pretende fazer as encomendas em nome dos 500 milhões de consumidores do bloco e, com isso, também dar uma demonstração de força.
Esta estratégia é considerada importante para enfrentar a concorrência no mercado mundial de energia, onde países como a China e a Índia fazem encomendas gigantes, inflacionando os preços para os demais. Só a Índia deverá quadruplicar seu consumo de energia nos próximos 25 anos. Peritos advertem que os europeus vão sentir na pele também esta fome de energia dos países emergentes.

terça-feira, 10 de novembro de 2009


O que é a Dependência Energética?




"Ao longo da história, as necessidades das sociedades em energia têm vindo a aumentar, particularmente após a Revolução Industrial. O consumo de energia tem sido satisfeito por queima de matérias-primas como a madeira, o petróleo, o carvão e, mais recentemente, o gás natural.

Estas matérias-primas, à excepção da madeira, são também designadas por recursos naturais não renováveis ou combustíveis fósseis, por a sua taxa de formação ser muito lenta em relação à escala temporal do homem. No caso do petróleo, os processos geológicos envolvidos na sua formação levam pelo menos 10 milhões de anos (o Homem existe na Terra desde há um milhão de anos)..."
Retirado de:

Para além do petróleo, o gás natural e o carvão são também recursos energéticos que não existem em todos os países do nosso planeta, o que faz com que certos países ficam altamente dependentes de outros a nível energético - Dependência Energética.
Ao importar estes recursos, ficam vulneráveis às oscilações de preços em momentos de crise energética, contribuindo negativamente para a balança comercial. Portugal é um exemplo claro desta situação...