sábado, 23 de janeiro de 2010


Para VER e REFLECTIR:

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010


Aquecimento Global: Porque utilizar energias renováveis?
                       
                         O CLIMA DOS OCEANOS (notícia) :

Cimeira Climática de Copenhaga: o futuro ácido dos oceanos
 
Desde a grande libertação de gás metano, há 55 milhões de anos atrás, que os oceanos não experienciavam um processo de acidificação tão rápido como actualmente. Esta conclusão faz parte de um estudo distribuído na cimeira climática de Copenhaga, pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), associada às Nações Unidas.





O estudo “Acidificação dos Oceanos - os factos”, distribuído aos participantes das negociações sobre o clima, foi assinado por mais de 100 cientistas de mais de 27 instituições de pesquisa marinha europeias e expõe uma realidade alarmante: a acidificação dos mares cresceu em 30% desde o início da Revolução Industrial e, mantidos os índices actuais das emissões de CO2, a acidez dos oceanos pode aumentar em 120% até 2060, pondo em risco uma das maiores fontes de alimento do planeta.

Oceanos: vítimas do aquecimento global

A aceleração da acidificação dos oceanos é sustentada como uma consequência directa da absorção de níveis cada vez mais elevados de CO2. Para Dan Laffoley, editor-chefe do relatório e um dos directores do IUCN, o “processo de acidificação dos oceanos pode ser melhor descrito como o irmão gémeo maléfico do aquecimento global”.

Dado que a acidificação dos oceanos é um evento mensurável e de fácil identificação, o estudo pretende desarmar os cépticos do aquecimento global e reforçar a importância dos oceanos no processo de negociações sobre clima.






Os oceanos sempre foram responsáveis pela absorção de grande parte do CO2 existente na atmosfera. No entanto, o boom de emissões que tomou lugar nas últimas décadas e a absorção de quantidades excessivas deste elemento, estão não só a comprometer a capacidade dos oceanos de absorver CO2 no futuro, como também a contribuir para a decadência da biodiversidade marinha.
Salvar os oceanos!

Apesar das previsões catastróficas para a vida dos oceanos, consequentes do processo de acidificação acelerado actual, as práticas destrutivas de pesca e a sobrepesca continuam a ser reconhecidas como a maior ameaça à biodiversidade dos ecossistemas marinhos globais.
Portugal é uma nação de pesca por excelência e está numa posição privilegiada para assumir liderança na preservação e exploração sustentável dos oceanos do Planeta. A Greenpeace está em Portugal a fazer campanha para que as grandes superfícies, responsáveis por 70% do peixe que se vende em Portugal, assumam um papel relevante na protecção dos oceanos.



fonte: GREENPEACE em Portugal 


Deixamos aqui um link com o nome das barragens existentes em Portugal bem como um video onde a ONG (Organizção Não Governamental) GREEN PEACE nos ajuda a reflectir sobre o deperdício de energia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_barragens_em_Portugal


terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Mau tempo faz subir os níveis d'água no rio Tâmega:

A protecção civil em Amarante mantém-se em estado de alerta, esta quarta-feira, face ao nível elevado do caudal do Tâmega, apesar da melhoria das últimas horas, disse à Lusa fonte autárquica: «Temos todos os meios sob prevenção, incluindo o nosso pessoal da câmara e dos Bombeiros de Amarante», afirmou Hélder Ferreira, vereador da Protecção Civil.

Nas últimas horas, o nível da água do Tâmega (o maior afluente do rio Douro), na cidade de Amarante, tem-se mantido próximo dos cinco metros, o que significa que está na iminência de atingir as caves das zonas ribeirinhas mais baixas do centro histórico.




O nível do Tâmega, junto à cidade, já esteve nos 3,70 metros, mas, entretanto, subiu para os 4,90, em resultado da precipitação que continua a cair na região.

«As informações que temos da meteorologia é que o tempo vai melhorar, o que nos faz acreditar que o pior já terá passado», disse Hélder Ferreira.

Para o vereador, há outro dado positivo, que passa pelo facto da Barragem do Torrão, alguns quilómetros a jusante de Amarante, estar ainda longe do limite da sua capacidade - está a cerca de 83 por cento.

fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/mau-tempo-amarante-alerta-cheias-tamega-proteccao-civil/1113223-4071.html



O rio Tâmega galgou as margens hoje, em Chaves, inundando entre "50 a 60" centímetros um restaurante, junto à ponte romana, atingindo ainda uma habitação.
O responsável pela Protecção Civil municipal, Sílvio Sevivas, referiu que o caudal do Tâmega subiu 2,73 metros em relação ao leito normal do rio, entrando durante a madrugada num restaurante e numa habitação, na freguesia da Madalena.
Segundo o responsável, o restaurante encontrava-se fechado e só ao início da tarde é que o proprietário chegou ao local para avaliar os estragos.
Por causa da forte precipitação, a Protecção Civil foi ainda chamada para ajudar em duas outras habitações que ficaram inundadas.

fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=85497



Recolha de informação sobre a possível construção da barragem em Fridão:

Feita a recolha de mais informação sobre a possível construção da barragem em Fridão, consideramos relevante dar a conhecer no nosso blog alguns dos parágrafos redigidos numa das edições do J.N. (Jornal de Notícias) na qual se fazia referência a este mesmo caso. Apresentaremos então novamente, alguns dos aspectos positivos e negativos resultantes desta possível construção.

Albufeira do Fridão cobrirá 108 edifícios

2009-12-25

A albufeira da futura barragem do Fridão vai inundar 817 hectares de terrenos em cinco concelhos. A água cobrirá 108 casas e anexos, instalações de duas empresas, nove praias fluviais e o parque de campismo de Mondim de Basto.

A construção da infra-estrutura no rio Tâmega, 4,7 quilómetros a montante da confluência com o rio Olô, deixará submersos 56 habitações e 52 edifícios anexos, apoios agrícolas e de armazenamento, uma serração, o parque e o armazém de uma empresa de transportes rodoviários e 45 locais de valor patrimonial, incluindo a ponte de Cavez (classificada como monumento nacional), a ponte romana de Vilar de Viando e a antiga ponte sobre o rio Cavez (ambas as travessias são imóveis de interesse público).





O estudo de impacto ambiental, elaborado pela EDP e pela Agri-Pro Ambiente com base no anteprojecto já concluído, indica que 71,5% da área inundável pela albufeira corresponde a solo florestal, onde predominam pinheiros e eucaliptos. Só 6% dos solos têm maior valor agrícola. A EDP, que construirá, ainda, as barragens de Alvito e da Foz do Tua, investirá 255 milhões de euros no aproveitamento hidroeléctrico do Fridão. O complexo fica a cerca de três quilómetros da cidade de Amarante e tem suscitado contestação política e popular.





Mais informações...

A principal barragem - designada barragem do Fridão - terá 97 metros de altura e 300 metros de largura. A quatro quilómetros, nascerá uma segunda barragem de menor dimensão. A "barragem de jusante" alcançará a altura de 30 metros e estende-se numa largura de 135 metros. O início da construção acontecerá em 2012 e o prazo da intervenção é de cinco anos. "No pico da obra, em 2014", estima-se que serão criados 1000 empregos directos.


fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Amarante&Option=Interior&content_id=1455432

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

 
Jovens universitários vencem concurso EDP Inovação

 Um grupo de jovens universitários venceu o concurso EDP Inovação e ganhou um financiamento de 50 mil euros para apoiar uma investigação na área da energia das ondas. O Falar Global (SIC Notícias) foi conhecer de perto este projecto, com características únicas no mercado.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010







 




Tipos de sistemas de aproveitamento energético através das Ondas

A tecnologia Pelamis (designação Latina Serpentes Marítimas) assemelha-se a uma cobra articulada que oscila à medida que as ondas percorrem o seu comprimento. A oscilação nas articulações permite accionar geradores de electricidade e a energia é depois recolhida por um cabo submarino e encaminhada para terra. Ao largo da Póvoa de Varzim vão ser instaladas máquinas de aproveitamento energético a cerca de 5 quilómetros de terra.


Sistema "Pelamis" semelhante ao utilizado na Aguçadora(Póvoa de Varzim)




Os dispositivos de coluna de água oscilante (CAO) consistem basicamente em estruturas ocas parcialmente submersas, que se encontram abertas para o mar abaixo da superfície livre da água do mar. O processo de geração de electricidade segue duas fases: quando uma onda entra na estrutura o ar que se encontrava dentro dela é forçado a passar por uma turbina, como consequência directa do aumento de pressão na “câmara de ar”. Quando a onda regressa ao mar o ar passa novamente na turbina, desta vez no sentido inverso, dada a pressão inferior no interior da “câmara de ar”. Para aproveitar ambos estes movimentos de sentidos opostos a turbina utilizada possui a propriedade de manter o sentido de rotação independente do sentido do escoamento na conduta. O grupo turbina/gerador é o responsável pela produção de energia eléctrica.


Sistema COA semelhante ao utilizado na ilha do Pico, Açores

Vantagens e Desvantagens da Energia das Ondas


Vantagens

  • É útil para ilhas isoladas e regiões costeiras.
  • É uma energia renovável;
  • Não produz qualquer tipo de poluição.


Desvantagens

  • Custos de exploração elevados.
  • Só em sítios específicos é que se consegue aproveitar a energia.
  • As instalações não podem interferir com os cursos de navegação e devem ser capazes de resistir a tempestades marítimas, e ainda assim, serem sensíveis o suficiente para receberem energia das ondas;
  • Instalações de potência reduzida;
  • Requer uma geometria da costa especial e com ondas de grande amplitude.




A Energia das Ondas no Mundo e em Portugal

Nos Estados Unidos, a costa do Oregon provou-se o local mais prático para a captura da energia das ondas. As ondas são um abundante recurso renovável, que está a começar a ser explorado por alguns países Europeus. A Escócia, que recebe fortes ondas, é ponto para experiências e adopção de novos métodos de captura da energia das ondas.



Distribuição global da potência das ondas por KW/m




Portugal está a trabalhar no aproveitamento de energia das ondas, utilizando aparelhos “Pelamis”, produzidos por uma empresa Escocesa que é líder Mundial neste tipo de Energia Renovável. O antigo Ministro da Economia, Manuel Pinho” afirmava «Portugal está entre os cinco países do mundo mais avançados em energias renováveis. Estamos à frente no que diz respeito à água, ao sol e ao vento e este projecto é muito importante porque coloca a nossa bandeira de liderança num dos maiores desafios que a Humanidade tem», durante a cerimónia de inauguração no parque de aproveitamento de ondas em Aguçadoura, Póvoa do Varzim.


Parque de Ondas da Aguçadora, Povoa de Varzim


 



Utilidade da Energia das ondas

A força das ondas é exactamente aquilo que, segundo alguns cientistas poderia livrar o Mundo dos combustíveis fósseis. As estimativas mundiais para o consumo de energia prevêem um considerável aumento nas próximas décadas. Os métodos tradicionais de produção de energia estão a contribuir para sérios problemas ambientais e por tal facto vêem com urgência a utilização de energias não poluentes. O sector das energias vê-se assim forçado à renovação dos processos, e a optar pelas energias renováveis.




Utilizar a energia das ondas implica, recolher o imenso poder das ondas do mar. As ondas produzem uma grande quantidade de energia e apenas uma pequena parte dela poderia ser utilizada para fornecer uma parcela da electricidade que o mundo consome a cada dia. Ainda que variem as estimativas quanto ao montante com que as ondas poderiam contribuir para o consumo mundial de energia, há quem diga que poderia atingir os 10%. No entanto, a energia das ondas está a emergir e a ganhar adeptos. Há equipas de Engenheiros empenhados em descobrir quais os melhores métodos para se poder rentabilizar esta energia.

Energia das Ondas



A energia das ondas consiste na produção de energia através da força cinética gerada pelo movimento das ondas do mar. Este aproveitamento de energia ondular, tem várias formas de se efectua(consultar tópico "Tipos de sistemas de aproveitamento energético através das Ondas"). Sendo o nosso Planeta, maioritariamente coberto por água (70%), a ideia de recolher energia proveniente deste meio natural, tem ganho bastantes apoiantes.